Dr Herculano Duarte Ramos médico dermatologista HCFMUSP e coordenador dos estágios em IST para médicos residentes no CRT DST - AIDS
Prof Dr Edson Bor-Seng-Shu, professor liver docente HCFMUSP
Dr Marcelo de Lima Oliveira, doutor pelo departamento de Neurologia HCFMUSP
Infecções sexualmente transmissíveis (IST) são aquelas que tem a via de transmissão predominantemente pelo ato sexual. Importante ressaltar que que além do contato sexual, muitas vezes nas preliminares a doença pode ser transmitida e algumas vezes até o beijo pode transmitir um IST como por exemplo a sífilis.
Qualquer indivíduo que tenha relação sexual pode encontrar no seu parceiro alguma IST que não manifesta sintomas. Porém, existem grupos onde a incidência aumenta muito como ter relações com múltiplos parceiros e não se protegem na relação, ou seja, tem comportamento de risco. Drogas associadas ao sexo, incluindo bebidas alcóolicas, potencializam o risco para contrair ISTs. O sexo anal é uma atividade sexual de maior risco em decorrência dos pequenos traumas durante a relação.
Em dez anos houve aumento de 780% da incidência de sífilis. Na idade média era uma doença grave em decorrência de não haver antibióticos para o tratamento. Dois fatores provocaram o aumento dessa doença: 1) pela redução na proteção da relação sexual e 2) pela redução acentuada no auge do HIV e não se falar mais na doença. Com a melhora no tratamento do HIV e medicações que previnem o HIV as pessoas deixaram de protegerem-se em relações o que aumentou a incidência de sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis. Quando as pessoas entram em contato com o Treponema (bactéria que causa a Siflis) 1/3 se infecta. A sifilis evolui em estágios: 1) a lesão inicial ou cancro duro, indolor, aparece de 10 a 90 dias após o contato. Importante que nesta fase o risco de contrair outras ISTs aumenta em decorrência da lesão da pele. O médico deve ser procurado já nesta fase para diagnóstico e tratamento. 2) Após essa fase os sintomas sistêmicos como dor no corpo, dor de garaganta, lesões em toda pele, entre outros sintomas; nesta fase a doença ainda é transmissível. Ela também “desaparece” espontaneamente sem tratamento; 1/3 pode se curar espontaneamente e o restante pode evoluir para sífilis terciária. Na sifilis terciária pode causar vários sintomas neurológicos como AVCi em decorrência a inflamação das artérias cerebrais, declínio cognitivo, demência, alterações e humor, delírio, perda auditiva, perda visual, inflamação na medula espinhal e crise epiléptica.
Na gestação e importante fazer o rastreio de sífilis porque a detecção precoce pode evitar a transmissão da doença da mãe para o feto. Se não tratada a criança pode nascer com sifilis com taxa de mortalidade de 40%.
A sífilis latente, ou seja, uma doença não detectada, sem lesões, onde a doença é só detectada pelo exame de sangue (VDRL), pode manifestar-se tardiamente perante a uma redução da imunidade do paciente com diabetes, uso de corticóide, entre outras.
Quais seriam as principais manifestações das ISTs além da sifilis: 1) feridas, 2) corrimento uretral, vaginal e cercial (colo de utero) e 3) verrugas.
A gonorréia e a clamídia são as maiores causas de corrimento uretral, corrimento do colo do útero e corrimento anal. A dor pélvica e dor nas relações sexuais são sintomas importantes também. Diante desses sintomas o tratamento ja deve ser instituído a fim de evitar complicações como esterilidade.
HPV é um vírus que causa infecção assintomática e quando provoca sintomas causam o condiloma no penis e na vagina. O tratamento da verruga não elimina a chance de transmissão. Essas lesões são as principais causas de cancer de colo de utero, boca, anus e também podem causar cancer de laringe e faringe. A vacina para HPV pode prevenir a ocorrência dessas feridas e prevenir o cancer.
O centros de referencia são importantes para que pessoas com suspeita de ISTs possam ter acesso rápido ao serviço de saúde para rastreio, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O tratamento em geral é simples com tratamento simples.
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